Autoria: Portal EducarBrasil


Titulo: O trabalho escravo no mundo nos dias atuais


Corpo do Texto:

Passados 112 anos da abolição da escravatura, as relações de trabalho no Brasil apresentam, ainda, características do período escravista. O regime de trabalho brasileiro é baseado na remuneração e no respeito aos direitos civis. Entretanto, a desigualdade socioeconômica, os limites de fiscalização e a impunidade favorecem a violação das regras jurídicas e a precarização das condições de trabalho. A escravidão mancha as relações de trabalho desde a antiguidade e se mostra atual e presente nas mais diversas economias mundiais, assim como no Brasil.

O trabalho escravo, característico de períodos colonizadores, era marcado pela captura e venda de pessoas para a realização de trabalho; o escravo era uma mercadoria, e o tráfico de pessoas, um mercado. Hoje, enquadram-se no regime de escravidão, para além da relação de compra e venda de pessoas, trabalhos exercidos sob coação, pressão, restrição de direitos e aplicação de punições, caso a atividade não seja realizada.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho),trabalho forçado ou compulsório é todo tipo de trabalho ou serviço exigido de uma pessoa sob a ameaça de pena e para o qual não se tenha oferecido espontaneamente. Ocorre quando o trabalho é imposto pelo Estado, ou por empreendimentos privados, ou por indivíduos que têm o poder de controlar os trabalhadores através de privações severas, como a violência física ou o abuso sexual, restringindo a liberdade das pessoas, detendo seus salários ou seus documentos, obrigando-os a ficar no trabalho ou retendo-os por meio de uma dívida fraudulenta da qual eles não podem escapar. Trabalho forçado é um crime e uma violação dos direitos humanos fundamentais.

Na atualidade brasileira, ele se apresenta de várias formas: a escravidão para trabalhos domésticos ou prostituição forçada, sobretudo, no caso de mulheres e meninas; o uso de mão-de-obra escrava no agronegócio. De acordo com dados do relatório da OIT (2005) sobre trabalho escravo, em todo mundo cerca de 12,3 milhões de pessoas são vitimas de trabalhos forçados e, dentre estas, de 40 a 50% têm menos de 18 anos.

No Brasil, assim como em outros países em desenvolvimento, tais como a China, o trabalho escravo na atualidade é reflexo de diversas carências sofridas pela população: dificuldade de acesso à educação; falta de emprego: vulnerabilidade associada a crianças e mulheres de países pobres. A escravidão atual vincula-se à pobreza, à desigualdade e à discriminação.

Nota-se que grande parte dessas pessoas são enganadas com promessas de melhores empregos e melhor renda, permitindo melhoria de vida para si e para sua família. Entretanto, quando estão envolvidas e longe de suas casas, elas se veem obrigadas a realizar os trabalhos que lhes são impostos. A dificuldade em se fiscalizar e punir os culpados por esse tipo de crime permite que a rede de escravidão esteja presente no mundo atual, gerando lucros para empregadores, agentes e traficantes.

Para que esse problema seja combatido, a OIT propõe uma aliança global contra o trabalho escravo, já que depende de todas as nações a sua erradicação. O que se propõe a todos os países é que estabeleçam formas de combate, como a implementação de leis e políticas públicas que transformem o trabalho escravo em crime e, principalmente, a punição aos infratores. Além disso, proporcionam-se às vitimas desse tipo de trabalho formas de geração de renda em suas cidades de origem, capacitação de migrantes ilegais para que eles se insiram no mercado de trabalho legalmente e também a reabilitação e a reintegração das vítimas libertadas.

Situações de abusos e descaso frente aos direitos trabalhistas aparecem em diversos espaços e setores econômicos brasileiros. Entretanto, é preciso destacar que essas situações tornam-se ainda mais graves e intensas nas relações de trabalho no campo, muitas vezes marcadas pela violência. Esses abusos são geradores de perseguições e conflitos envolvendo trabalhadores, capangas, militares, proprietários e órgãos políticos.


Pontos Selecionados:

Brasil

Brasília, a capital do país, está localizada sob as coordenadas 15° 46’ 48’’ S e 47° 55’ 45’’ O.  De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra, 25 mil pessoas, no Brasil, são submetidas a trabalhos forçados, concentrados no setor de agronegócio e na área urbana, imigrantes ilegais, principalmente latino-americanos, na produção têxtil na cidade de São Paulo. O Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (2003) apresenta uma política pública permanente de combate ao trabalho escravo. As atividades de fiscalização e apuração de denúncias são realizas por Grupos Móveis de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.

Curiosidades: http://paises.hlera.com.br/america-do-sul/brasil/curiosidades-do-brasil.htm

Mapa: http://www.feriasbrasil.com.br/df/brasilia/mapa.cfm

Bandeira:


Link da Bandeira: http://www.marcosgeograficos.com.br/adm/bandeiras/bf2615f2720a9e8011a6bd98b918925c.png


China

Tendo como capital Pequim, localizada sob as coordenadas 39° 54’ 16’’ N e 116° 24’ 29’’ L, a China tem constantemente seu nome envolvido em denúncias de trabalhos forçados. Embora sem dados, há informações de que esses trabalhadores concentram-se em olarias e na mineração. O tráfico humano promove a venda de jovens para atuarem nessas atividades. A OIT busca, juntamente com instituições trabalhistas, ampliar o papel dessas instituições no país, a fim de fortalecer leis de proteção ao trabalhador. Um dos principais objetivos é engajar organizações de trabalhadores e empregadores na prevenção de tráfico e na identificação das vítimas.

Curiosidades: http://paises.hlera.com.br/asia/china/curiosidades-sobre-a-china.htm

Mapa: http://www.guiageo-china.com/mapas/mapa-politico.htm

Bandeira:


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Índia

Nova Delhi, localizada sob as coordenadas 28° 23’ 51’’ N e 77° 55’ 26’’ L, é a capital da Índia. O país conta com quase 1,2 milhão de habitantes (IBGE, 2009). Estima-se que o número de trabalhadores em situação de escravidão seja elevado, ainda que não existam dados oficiais. Os esforços para a eliminação desse problema, no país, buscam a geração de renda nas comunidades de origem dessas vitimas, já que, na maioria das vezes, dívidas geram o trabalho forçado. Um dos projetos da OIT visa promover a educação fundamental e o treinamento de habilidades pessoais e empresariais dessas pessoas.

Curiosidades: http://paises.hlera.com.br/asia/india/curiosidades-sobre-a-india.htm

Mapa: http://www.voyagesphotosmanu.com/mapa_da_india.html

Bandeira:


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Albânia

A Albânia é um país situado na península Balcânica. Sua capital, Tirana, está sob as coordenadas 41° 09’ 12’’ N e 20° 10’ 05’’ L. O país sofre com o problema de tráfico de pessoas, que são aliciadas e mandadas para serem prostitutas, escravos ou mendigos em outros países. O problema se agravou em 1997, devido a uma crise econômica. A OIT, juntamente com o governo Albanês, busca um aperfeiçoamento das leis e normas sobre emigração para solucionar o problema, além de promover, juntamente com Itália e Grécia,   acordos bilaterais para a prevenção de tráfico de crianças e repatriamento de vítimas.

Curiosidades: http://www.brasilescola.com/geografia/albania.htm

Mapa: http://www.worldmapfinder.com/Map_Earth.php?ID=/Pt/Europe/Albania

Bandeira:


Link da Bandeira: http://www.marcosgeograficos.com.br/adm/bandeiras/ffa87a583493da79bb968394a850e3d4.png


Gana

O país africano tem como capital a cidade de Acra, que está localizada sob as coordenadas geográficas 5° 23’ 45’’ N e 0° 13’ 34’’ O. O tráfico de crianças para o trabalho escravo é um dos maiores problemas enfrentados pelo país. Crianças africanas muitas vezes são vendidas por seus pais a fim de trabalharem em troca apenas de alimento. Pode-se ver, nesse país, a atuação de diversas ONG’s que buscam a eliminação desse tipo de tráfico. A OIT também está presente em parcerias com nações africanas, promovendo a implantação de ações contra o tráfico de seres humanos. Um dos principais objetivos é promover a mobilização das comunidades de origem dessas vítimas contra seu aliciamento.

Curiosidades: http://www.espbr.com/busca/curiosidades%20de%20Gana%20-%20e%20comida

Mapa: http://www.africa-turismo.com/mapas/gana.htm

Bandeira:


Link da Bandeira: http://www.marcosgeograficos.com.br/adm/bandeiras/0674b995200aa4ba54cbd406796ca0a6.png


Questão Investigativa:

Pode-se considerar que o trabalho escravo tem as mesmas características nos diferentes espaços, como o caso do Brasil e da Índia?Que tipo de carências sociais favorece o aliciamento para o trabalho escravo? Justifique sua resposta.


Competência e habilidade:

Competência:Compreender a importância da Geografia para a análise do mundo contemporâneo, bem como a relação entre a Geografia e as demais ciências.

Habilidade: Utilizar textos e figuras para entender a organização espacial global; Assistir a filmes que explorem essa temática, promovendo reflexões e debates acerca do assunto; Comparar realidades espaciais de lugares distintos.


Anexo: arquivo KMZ


Destaque:

Sites de apoio didático-pedagógico:


Questão Investigativa:

Pode-se considerar que o trabalho escravo tem as mesmas características nos diferentes espaços, como o caso do Brasil e da Índia?Que tipo de carências sociais favorece o aliciamento para o trabalho escravo? Justifique sua resposta.


Atividades para estudantes:

Sugestão docente:

Realizar, com os estudantes, um momento de reflexão acerca do trabalho escravo, para diagnosticar o que eles entendem por esse tema. Analisar, com os estudantes, a presença de crianças no trabalho escravo. Demonstrar as diferenças entre o trabalho escravo do período colonial e do período atual. Utilizar a imagem em anexo, de 1860, e também imagens atuais sobre o trabalho escravo.


Temas transversais:


Referencias:

http://www.mte.gov.br/trab_escravo/default.asp . Acesso em 14/09/2010.

http://www.reporterbrasil.org.br/conteudo.php?id=4. Acesso em 14/09/2010.

http://www.mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=582. Acesso em 14/09/2010.

http://www.oitbrasil.org.br/trabalho_forcado/oit/relatorio/relatorio_global.php. Acesso em 14/09/2010.


Resumo:

O trabalho escravo, ainda presente nos dias atuais, está inserido em muitos setores econômicos. Ele é uma mancha nas relações de trabalho e vem sendo enfrentado por diversos países juntamente com a Organização Internacional do Trabalho.


Créditos
Link imagem:http://www.marcosgeograficos.com.br/adm/imagem/

Marcos Geográfico


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